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Dr. Pedro Perillo – Cardiologista Intervencionista em Goiânia – GO

Introdução

O coração humano é uma máquina perfeita, batendo em um ritmo constante e coordenado para bombear sangue para todo o corpo. 

No entanto, em algumas situações, esse ritmo pode ser alterado, resultando no que chamamos de arritmias cardíacas. Essas alterações podem variar de batimentos cardíacos irregulares inofensivos, à condições graves que exigem atenção médica imediata.

Compreender as arritmias é fundamental para proteger a saúde do seu coração e garantir uma vida com mais qualidade.

Dr Pedro Perillo: Cardiologista

O cardiologista é o profissional capacitado para identificar e tratar as arritmias cardíacas.

Sua atuação envolve desde a avaliação clínica e exames especializados até a indicação de medicamentos ou procedimentos que restabelecem o ritmo cardíaco adequado.

Além disso, o cardiologista orienta o paciente sobre fatores de risco, hábitos de vida saudáveis e acompanhamento contínuo, garantindo um cuidado integral.

Sobre o Dr Pedro:

Escolhi a cardiologia por reconhecer a importância central do coração, órgão símbolo da vida, no organismo humano e seu impacto direto na saúde global do paciente.

Minha trajetória foi moldada em centros de referência nacionais e internacionais. Fiz residência médica em Cardiologia e especialização em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde também conclui meu Mestrado.

Durante os anos da minha formação atuei extensivamente no manejo de diversos cenários de arritmias, desde os mais simples, até os mais severos, quando há risco iminente para o doente.

Meu compromisso é oferecer aos meus pacientes uma abordagem integral, pautada pela confiança, atualização científica constante e atenção em todas as fases do cuidado cardiovascular.

dr Pedro Perillo

O Que Dizem os Pacientes

No meu dia a dia, dedico atenção especial a esses pacientes, combinando avaliação clínica detalhada, exames complementares modernos e orientação individualizada para garantir um ritmo saudável ao coração.

Além de prescrever o tratamento medicamentoso mais adequado, priorizo estratégias de mudança de estilo de vida e acompanhamento contínuo, pois sei que o controle eficaz das arritmias depende de uma abordagem integrada e personalizada.

Veja as avaliações de alguns pacientes:

O que são Arritmias Cardíacas?

As arritmias cardíacas são alterações no ritmo normal dos batimentos do coração. O coração possui um sistema elétrico próprio que gera impulsos, fazendo com que as câmaras cardíacas (átrios e ventrículos) se contraiam de forma coordenada para bombear o sangue eficientemente.

Quando há uma falha nesse sistema elétrico, o coração pode bater de forma muito rápida (taquicardia), muito lenta (bradicardia) ou de maneira irregular.

Essas alterações podem ser causadas por diversos fatores, incluindo doenças cardíacas preexistentes, estresse, consumo excessivo de cafeína ou álcool, tabagismo, uso de certos medicamentos, desequilíbrios eletrolíticos e condições como hipertireoidismo.

Nem todas as arritmias são perigosas; algumas são benignas e não requerem tratamento, enquanto outras podem ser um sinal de problemas cardíacos subjacentes e aumentar o risco de complicações graves.

As arritmias podem ser classificadas de diversas formas, dependendo de sua origem no coração (átrios ou ventrículos), da frequência cardíaca e do padrão de batimento. As mais comuns incluem:

Taquicardias: 

Ritmo cardíaco acelerado (acima de 100 batimentos por minuto em repouso).

Bradicardias: 

Ritmo cardíaco lento (abaixo de 60 batimentos por minuto em repouso).

Extrassístoles: 

Batimentos extras que ocorrem antes do tempo esperado. 

Os sintomas de arritmias podem variar amplamente, desde a ausência de sintomas, até palpitações, tontura, falta de ar, dor no peito e desmaios. O diagnóstico preciso é fundamental para determinar a causa e o tratamento adequado.

arritmia

Sintomas das Arritmias Cardíacas

Os sintomas das arritmias cardíacas podem variar significativamente de pessoa para pessoa e dependem do tipo de arritmia, sua gravidade e da presença de outras condições cardíacas. 

Alguns indivíduos podem não sentir nada, enquanto outros experimentam sintomas intensos e debilitantes. Os sintomas mais comuns incluem:

Palpitações:

Sensação de que o coração está batendo muito rápido, muito forte, pulando batidas ou batendo de forma irregular. Pode ser descrita como um “galope” ou “tremor” no peito.

Tontura ou Vertigem:

Sensação de desequilíbrio ou de que o ambiente está girando, muitas vezes causada pela redução do fluxo sanguíneo para o cérebro devido ao bombeamento ineficaz do coração.

Fadiga Inexplicável: 

Cansaço persistente e desproporcional ao esforço realizado, resultante da menor eficiência do coração em fornecer oxigênio e nutrientes para o corpo.

Falta de Ar (Dispneia):

Dificuldade para respirar, especialmente durante atividades físicas ou em repouso, indicando que o coração pode não estar bombeando sangue suficiente para os pulmões e o corpo.

Dor no Peito (Angina):

Pode variar de um desconforto leve a uma dor aguda e opressiva, similar à dor de um infarto, especialmente se a arritmia estiver comprometendo o fluxo sanguíneo para o próprio músculo cardíaco.

Desmaio (Síncope) ou Pré-Síncope: 

Perda temporária da consciência ou sensação iminente de desmaio, geralmente causada por uma queda abrupta da pressão arterial devido a uma arritmia grave que impede o coração de bombear sangue suficiente para o cérebro.

Ansiedade ou Nervosismo:

A percepção de um ritmo cardíaco anormal pode gerar grande ansiedade e medo,que por sua vez podem agravar os sintomas.

É crucial procurar atendimento médico se qualquer um desses sintomas for experimentado, especialmente se forem novos, intensos ou recorrentes.

dor no peito

Fibrilação Atrial: A Arritmia Mais Comum

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais comum e uma das que mais preocupam os cardiologistas devido ao seu potencial de causar complicações graves.

Na FA, os átrios (as câmaras superiores do coração) não se contraem de forma organizada e eficaz. Em vez disso, eles tremem ou “fibrilam” de maneira rápida e irregular. 

Essa atividade elétrica caótica impede que o sangue seja bombeado de forma eficiente dos átrios para os ventrículos, resultando em um batimento cardíaco irregular e muitas vezes, acelerado.

Como a Fibrilação Atrial Afeta o Coração?

Quando os átrios fibrilam, o sangue pode se acumular no interior do coração e formar coágulos. A principal ameaça da FA é justamente no risco aumentado de fenómenos tromboembólicos.

Se um desses coágulos se desprender do coração, ele pode viajar por todo o corpo e causar a obstrução dos vasos sanguíneos de um órgão à distância do coração.

Por exemplo, se o coágulo viajar até o pulmão, pode causar uma embolia pulmonar, para as pernas, uma trombose periférica. Se viajar para o cérebro, pode causar um acidente vascular cerebral (AVC), que é a complicação mais temidas da FA. 

Além dos riscos de embolias, a fibrilação atrial pode levar ao enfraquecimento do músculo cardíaco e ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca, se não controlada.

coracao e cerebro

Tipos de Fibrilação Atrial

A FA pode ser classificada em diferentes tipos, dependendo de sua duração e recorrência:

Paroxística 

Os episódios de FA vêm e vão espontaneamente, geralmente durando menos de 7 dias e revertendo ao ritmo normal sem intervenção. Este é um cenário de grande risco, pois o paciente nem sempre percebe os sintomas da arritmia até ela se manifestar como um evento trombótico.

Persistente 

Os episódios duram mais de 7 dias e não revertem espontaneamente, exigindo intervenção médica para restaurar o ritmo normal.

Permanente 

A FA é aceita como o ritmo cardíaco do paciente e não são feitas tentativas para restaurar o ritmo normal. Nesses casos, o foco do tratamento é no controle da frequência cardíaca e prevenção na formação dos coágulos.

Os sintomas da fibrilação atrial podem incluir palpitações, falta de ar, fadiga, tontura, dor no peito e fraqueza. No entanto, muitas pessoas com FA não apresentam sintomas e a condição é descoberta durante um exame de rotina.

Isso reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular.

Como é Feito o Diagnóstico das Arritmias

O diagnóstico preciso das arritmias cardíacas é fundamental para determinar o tratamento mais adequado. Além do histórico clínico e exame físico, uma série de exames complementares pode ser solicitada pelo cardiologista:

Eletrocardiograma

É o exame inicial e mais básico, que registra a atividade elétrica do coração por alguns segundos. Pode identificar arritmias presentes no momento do exame.

Holter 24/48 Horas (ou mais) 

Um pequeno aparelho portátil que o paciente usa continuamente por um ou mais dias, registrando todos os batimentos cardíacos. É essencial para detectar arritmias intermitentesou que ocorrem em momentos específicos do dia.

Monitor de Eventos (Loop Recorder) 

Semelhante ao Holter, mas pode ser usado por períodos mais longos (semanas ou meses). O paciente ativa o aparelho quando sente os sintomas, ou ele pode registrar eventos automaticamente.

Teste Ergométrico (Teste de Esforço)

Realizado em esteira ou bicicleta ergométrica, monitora o coração durante o exercício físico. Pode revelar arritmias que são desencadeadas ou agravadas pelo esforço.

Ecocardiograma 

Um ultrassom do coração que fornece imagens detalhadas de sua estrutura, função das válvulas e câmaras, ajudando a identificar doenças cardíacas estruturais que podem causar arritmias.

Estudo Eletrofisiológico 

Um procedimento invasivo realizado em laboratório de hemodinâmica. Cateteres são inseridos em vasos sanguíneos eguiados até o coração para mapear a atividade elétrica e identificar a origemexata da arritmia. Pode ser seguido por ablação.

Tilt Test 

Utilizado para investigar desmaios (síncope) de origem inexplicada, avaliando a resposta da pressão arterial e frequência cardíaca a mudanças de posição.

Exames de Sangue

Podem ser solicitados para verificar desequilíbrios eletrolíticos (potássio, magnésio), função da tireoide, níveis de glicose eoutras condições que podem influenciar o ritmo cardíaco.

ECG

Tratamento para as Arritmias Cardíacas

O tratamento das arritmias é individualizado e depende do tipo de arritmia, sua causa, a gravidade dos sintomas e o risco de complicações. 

Assim como no diagnóstico do paciente, o tratamento das arritmias pode apresentar diferentes complexidades.

Desde mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos para controle da frequência cardíaca, até procedimentos minimamente invasivos, como uma ablação. Os principais pilares no tratamento são os seguintes:

Controle do Ritmo e Frequência Cardíaca:

Medicamentos Antiarrítmicos são usados para restaurar e manter o ritmo cardíaco normal (controle de ritmo) ou para diminuir a frequência cardíaca (controle de frequência).

Em situações de arritmias agudas e em cenários de emergência, pode haver a necessidade de uma cardioversão elétrica. Um procedimento que utiliza um choque elétrico controlado para resetar o sistema elétrico do coração e restaurar o ritmo sinusal normal. 

Outra ferramenta no arsenal do cardiologista é a Ablação por Cateter. Procedimento minimamente invasivo, onde cateteres são guiados até o coração para identificar e cauterizar (destruir) as áreas de tecido cardíaco que estão gerando os impulsos elétricos anormais ou bloqueando sua condução.

Prevenção de Acidente Vascular Cerebral (AVC) na Fibrilação Atrial:

Especificamente na FA, como o risco de fenômenos tromboembólicos, em especial o AVC, pode ser considerável, pode haver a necessidade de anticoagulação, afim de evitar a formação destes coágulos.

Dessa maneira, o uso de medicamentos anticoagulantes é fundamental. Exemplos dessas medicações incluem a varfarina, dabigatrana, rivaroxabana, apixabana e edoxabana. Eles agem “afinando” o sangue e prevenindo a formação de coágulos que poderiam viajar para o cérebro.

Para pacientes que não podem usar anticoagulantes, um procedimento pode ser realizado para fechar o apêndice atrial esquerdo, uma pequena bolsa no átrio onde a maioria dos coágulos se forma dentro do coração. Este procedimento é feito de maneira minimamente invasiva, de maneira segura, eficaz e é bem tolerada pelos pacientes.

Mudanças no Estilo de Vida:

Independentemente do tratamento específico, a adoção de um estilo de vida saudável é crucial para o manejo de todas as arritmias. 

Isso inclui uma dieta balanceada, prática regular de exercícios físicos, manutenção de um peso saudável, abandono do tabagismo, redução do consumo de álcool e cafeína e controle de doenças subjacentes como hipertensão, diabetes e apneia do sono.

É de suma importância consultar um cardiologista experiente e de sua confiança para poder guiar o tratamento de maneira individualizada e empregar as diversas ferramentas terapêuticas disponíveis para alcançar o melhor resultado possível.

Conclusão

As arritmias cardíacas, em suas diversas formas, exigem atenção e manejo cuidadoso.

A compreensão aprofundada dos sintomas, a realização de exames diagnósticos precisos e a implementação de um plano de tratamento individualizado são etapas essenciais para controlar essas condições e proteger a saúde cardiovascular.

É fundamental que os pacientes com arritmias mantenham um acompanhamento médico regular, sigam as orientações de tratamento e adotem um estilo de vida saudável.

A colaboração entre paciente e equipe médica é a chave para gerenciar as arritmias de forma eficaz, minimizar seus riscos e garantir uma vida com mais qualidade e segurança.

Tenha um cardiologista de confiança para avaliar periodicamente seu coração e seu ritmo cardíaco, discutir duvidas, exames diagnósticos e tipos de tratamento disponíveis. Conte comigo para melhorar sua saúde!

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